quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Perto

Faltam 5 dias para o nosso casamento. E o apartamento finalmente está quase pronto.

Toda vez que entro lá, imagino coisas. Coisas que já acontecem aqui em casa, mas que lá vão tomar uma nova forma, uma nova dimensão. Não sei, pelo menos sinto isso.

Na cozinha preparo mil pratos para receber os amigos, usando meu livro grosso de receitas ainda intocado. Penso na lista de mercado da semana e o que vamos ter para o jantar dos 7 dias.

Na sala já consigo ver nosso sofá novo lindo, lindo, na cor de um gato Azul da Rússia. Só espero que os nossos gatos não pensem o mesmo e se empolguem a afiar as unhas. Longas tardes de filmes com pipoca e, está bem, o marido jogando seu PS3.

O corredor da parede na cor frutas silvestres vai ser alvo preferido das correrias dos gatos.

A sacada grande, já imagino meu cunhado fazendo churrasco (numa churrasqueira que nem imaginaria aproveitar) e meus gatos tomando sol enquanto leio.

O quarto, noites tranqüilas e outras vezes, nem tanto, mas no melhor sentido da palavra. A cama terá que ser king size e poderemos enfim mudar de lado sem ser no próprio eixo.

E o closet? Ah, o closet! Nunca fiquei tanto tempo calculando onde vão as meias, as bolsas e meus vestidos longos. Os casacos do marido definitivamente vão respirar sem embolorar.

Tem outras partes da casa que não imagino nada, talvez mais para frente eu pense em algo. Mas o que vi até agora está mais do que esperado. Lindo, lindo.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Minha infância – Babau

Eu costumava aprontar bastante quando era criança. Filha única, mas com pais trabalhando o dia todo, era minha forma de chamar atenção.

Minha avó ficava mais comigo. Ela tinha um problema nas pernas e quadris, então ficava sempre em casa, com seu andador. Era muito difícil para ela me controlar, uma criança hiperativa. Então ela dizia: “Se não parar de fazer isso e aquilo, vou chamar o Babau, hein?”.

O Babau da minha avó, que poluía meus sonhos de criança, era o famoso homem do saco. Mas que diabos, assustar uma criança assim! Ficava imaginando o que o Babau faria se me enfiasse no saco. Se eu passaria calor. Se eu passaria fome. Se ele seria mau. Se ele me venderia para o circo. Se ele faria sabão comigo. Não sei.

Fato é que essa história toda de Babau me deixou um tanto traumatizada. Não posso ver um homem barbudo e com um saco nas costas que mudo de calçada. Vai que eu vire sabão.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Se cuidar

Há alguns dias descobri o quanto é gostoso usar creme hidratante. É como colocar cobertura de chocolate no bolo quente.

Nuvens

Se tem uma coisa que adoro fazer é formar figuras nas nuvens. Não tem umazinha sequer que passe sem ser uma tartaruga, uma criança ou até um boto perseguindo bolhas no mar.

As nuvens mostram como as coisas do mundo são efêmeras. Bastam menos de dez segundos olhando as formas e elas se vão, como fumaça.

Coisas com caras

Todas as coisas tem cara.

A comida no prato tem cara, formada por duas azeitonas e uma vagem sorridente. O muro da casa do outro lado da avenida tem cara, com dois olhos de janelas azuis e uma boca de porta laranja. A plantinha da minha mesa tem cara, com dois buraquinhos no vaso e sua vasta cabeleira.

É bom. Para todo lugar que olho tem alguma coisa sorrindo pra mim. Pelo menos na maioria das vezes.

Minha infância – Dando nome às galinhas

Hoje fui almoçar com um amigão de infância, e que agora também mora na capitá. Demos muitas risadas, como sempre, e me lembrei de uma coisa muito engraçada: Eu tinha muitos bichos na casa da minha avó, incluindo galinhas, que meu amigo e eu brincávamos.

Todas elas tinham nome e algumas até sobrenome. Os nomes que eu me lembro eram: Laura (uma galinha preta com um tumor no traseiro), Pescoço Pelado (por que será?), as irmãs Giovana, Ana Cláudia, Ana Paula, Rúbia e Cristiane (em homenagem às amigas inseparáveis) e Luis Gustavo, um lindo galo índio que tinha que dormir no pé de caqui porque as galinhas batiam nele.

Pois bem, meu amigo e eu achamos um belo dia a caixa de esmaltes da minha avó e a levamos para o quintal. Pintamos as unhas das galinhas de vermelho e rosa, puro luxo.

As coitadas passaram a tarde toda a bicar os pés umas das outras. Mas ficaram chiquetérrimas.