Ontem fiquei pensando: O que será que meus gatos diriam se eu pudesse ouví-los?
A Nena, provavelmente diria: “Mamãe, você me aperta muito, tem hora que não quero colo. E essa mão pesada na minha barriguinha, às vezes coça! Mãe, eu gosto quando você amassa pãozinho em mim. E quando brinca no box. E quando brinca de esconder e pega-pega. E quando passa catnip no meu ratinho. Mas não gosto quando você segura meu rabo. E gosto quando quando você esconde seu pé e me deixa mordê-lo quando eu o acho. Mãe, escuta, eu adoro pêra e mamão, por que você não me dá mais? E de danoninho. E da cama do Sushi. Por que ele não me deixa deitar lá às vezes? Ele é muito chato. Não sabe brincar. Mãe, por que você não deixa a torneira aberta? Eu tenho sede quando você está trabalhando, sabia? E detesto quando me leva para cortar as unhas. Eu cuido delas, sabia também? E definitivamente, detesto quando passam pomada no meu ouvido. Mãe...”
E o Sushi: “Prrrrrrrrrr.... Prrrrrrrrrr....Me escova?”
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Chuva
Cai o mundo lá fora. Eu aqui dentro, olhando a janela. As gotas apressadas, as que vão direto da nuvem para o chão, são violentas, têm pressa e não podemos escapar delas. As gotinhas que batem no vidro vão escorregando lentamente, como se quisessem espiar o que tem aqui dentro. Vão desenhando o vidro com seu percurso de prisma.
Às vezes sou como as gotonas. Passo por cima de tudo para chegar onde quero. Ultimamente ando como as gotículas. Observando bem antes de chegar em qualquer lugar.
Acho que estou crescendo. E isso é tão reconfortante.
Às vezes sou como as gotonas. Passo por cima de tudo para chegar onde quero. Ultimamente ando como as gotículas. Observando bem antes de chegar em qualquer lugar.
Acho que estou crescendo. E isso é tão reconfortante.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Minha infância – À vizinha, com carinho
Sempre fui muito mimada. Filha única, única sobrinha, única neta (pelo menos do lado da minha mãe). Tá, tinham meninos, mas... quem precisa deles?
Ganhava muitos presentes quando era criança, tinha todas as novidades do momento: brinquedos, bicicletas, estojos cheio de botões. As roupas eram todas da Pakalolo, furor da criançada naquela época. E justamente nessa época, eu tinha uma vizinha, a Meire Elen, que era a minha melhor amiga. E ela não podia ter nada daquelas coisas. A mãe dela não tinha dinheiro, e o padrasto, quando ela ganhava alguma coisa, não deixava ela brincar com os brinquedos. Era para deixar na caixa para não estragar.
Então, tudo o que eu tinha, quando enjoava um pouco, eu dava para a minha vizinha. Precisava ver os olhos dela, como brilhavam. Mas lá ia o padrasto pedir para guardar! Eu ficava enfurecida.
Um dia ele estava brigando com ela porque tinha ralado a bicicleta que eu tinha dado a ela. Aí foi minha vez de dar uma bronca nele: Bicicleta foi feita para andar e ralar, senão, para que serve?
Ele quase me mandou embora da casa dele, mas nem precisou porque saí de lá batendo os pés e levei a bicicleta e a vizinha comigo. Só desgrudamos quando ela se mudou para um sítio. Lembro que fiquei até doente.
Ganhava muitos presentes quando era criança, tinha todas as novidades do momento: brinquedos, bicicletas, estojos cheio de botões. As roupas eram todas da Pakalolo, furor da criançada naquela época. E justamente nessa época, eu tinha uma vizinha, a Meire Elen, que era a minha melhor amiga. E ela não podia ter nada daquelas coisas. A mãe dela não tinha dinheiro, e o padrasto, quando ela ganhava alguma coisa, não deixava ela brincar com os brinquedos. Era para deixar na caixa para não estragar.
Então, tudo o que eu tinha, quando enjoava um pouco, eu dava para a minha vizinha. Precisava ver os olhos dela, como brilhavam. Mas lá ia o padrasto pedir para guardar! Eu ficava enfurecida.
Um dia ele estava brigando com ela porque tinha ralado a bicicleta que eu tinha dado a ela. Aí foi minha vez de dar uma bronca nele: Bicicleta foi feita para andar e ralar, senão, para que serve?
Ele quase me mandou embora da casa dele, mas nem precisou porque saí de lá batendo os pés e levei a bicicleta e a vizinha comigo. Só desgrudamos quando ela se mudou para um sítio. Lembro que fiquei até doente.
Minha infância – Quiabo
Eu tive uma boneca que vinha com um caderninho de memórias, algo assim. E lembro muito bem uma das perguntas: Qual o seu prato preferido? E a minha resposta firme, em letra de forma, aos 5 anos de idade: QUIABO.
Anel
Quinta-feira, dia 18, recebi uma surpresa pelo MSN: um pedido de casamento. Apesar da gente já ter ganhado até os presentes, o pedido não tinha sido feito. Foi mais ou menos um acordo: quando o apartamento ficasse pronto, a gente se casaria.
Só comemoramos no dia seguinte. Comprei vestido, fiz a mão e o pé. E ele me deu um anel lindo, lindo, lindo, tá aqui no meu dedo, digitando. Mal chegou e já está trabalhando feito louco.
Essas coisas acontecem assim mesmo. Quando a gente nem espera mais, ou quando achou que já estava tudo feito. E vem para fazer brilhar o dia.
Só comemoramos no dia seguinte. Comprei vestido, fiz a mão e o pé. E ele me deu um anel lindo, lindo, lindo, tá aqui no meu dedo, digitando. Mal chegou e já está trabalhando feito louco.
Essas coisas acontecem assim mesmo. Quando a gente nem espera mais, ou quando achou que já estava tudo feito. E vem para fazer brilhar o dia.
Minha infância – Vitamina e Coca-Cola
Tive a oportunidade de conviver com duas figuras muito excêntricas: meus avôs. Um deles, o pai da minha mãe, o Luizinho, era um cara pra lá de saudável. Acordava antes do sol nascer, tomava banho gelado (fizesse chuva, sol ou até neve), colocava o shorts de ginástica e ia pro quintal fazer suas flexões. Aliás, tem mais coisas que quero falar dele, mas fica para outra hora.
Meu outro avô, o Eloy, este eu não via com muita frequência porque morávamos em cidades diferentes. Mas nas férias da escola, ia para a casa dele. Dele e da minha avó, a Tereza. Ele tinha um Corcel antigo, vermelho e preto, que depois vendeu e comprou outro Corcel, mas um modelo mais novo (se é que pode-se chamar de novo um carro daqueles), dourado. Adorava andar de carro com ele, que levava minha avó na igreja e ficava dentro do Corcel esperando a missa acabar.
Meus dois avôs não eram nada parecidos: O Luiz era alto e magro, o Eloy, mais baixo e gordinho. Um era super saudável, o outro adorava balas Soft redondas que fazia a gente engasgar. O vô Eloy botava uma de cada cor na boca, tudo de uma vez! E quando dava a hora do lanche da tarde, meu avô Luizinho corria com um copaço de vitamina de frutas atrás de mim, e eu não queria de jeito nenhum, tadinho! Já o vô Eloy não deixava faltar Coca Cola em casa, e ai de quem fosse lá e não tomasse pelo menos um copo. Ai.
Meu outro avô, o Eloy, este eu não via com muita frequência porque morávamos em cidades diferentes. Mas nas férias da escola, ia para a casa dele. Dele e da minha avó, a Tereza. Ele tinha um Corcel antigo, vermelho e preto, que depois vendeu e comprou outro Corcel, mas um modelo mais novo (se é que pode-se chamar de novo um carro daqueles), dourado. Adorava andar de carro com ele, que levava minha avó na igreja e ficava dentro do Corcel esperando a missa acabar.
Meus dois avôs não eram nada parecidos: O Luiz era alto e magro, o Eloy, mais baixo e gordinho. Um era super saudável, o outro adorava balas Soft redondas que fazia a gente engasgar. O vô Eloy botava uma de cada cor na boca, tudo de uma vez! E quando dava a hora do lanche da tarde, meu avô Luizinho corria com um copaço de vitamina de frutas atrás de mim, e eu não queria de jeito nenhum, tadinho! Já o vô Eloy não deixava faltar Coca Cola em casa, e ai de quem fosse lá e não tomasse pelo menos um copo. Ai.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Temporada Infância Feliz – O começo
Ontem estava na padaria perto do trabalho e qual não foi minha surpresa quando vi um símbolo da minha infância: canudos recheados com doce de leite. Vibrei feito uma criança. Tudo veio na minha memória feito uma enxurrada de chocolate com brilhinhos coloridos.
Infelizmente não pude comer o doce, por causa do meu probleminha no estômago. Mas dei uma cheirada tão forte no negócio que quase ficou sem sabor para quem comprá-lo.
Aí pensei: poxa, foi uma das melhores épocas da minha vida e eu não escrevo a respeito... Então farei daqui um espacinho para postar também as coisas de ontem. Recordar é viver. :)
Infelizmente não pude comer o doce, por causa do meu probleminha no estômago. Mas dei uma cheirada tão forte no negócio que quase ficou sem sabor para quem comprá-lo.
Aí pensei: poxa, foi uma das melhores épocas da minha vida e eu não escrevo a respeito... Então farei daqui um espacinho para postar também as coisas de ontem. Recordar é viver. :)
Relógios
Hoje eu trouxe os relógios do amore mio para consertar. Mas gostei tanto deles assim, paradinhos... Não quero que o tempo passe rápido.
E por falar em plantas...
Na minha mesa de trabalho tenho várias plantinhas. A minha mais velha é a Fabiana, ganhei do meu amoreco. Depois de uma semana, veio a Margie, minha cabeludinha. Ganhei da agência. Aí as pessoas notaram que eu falava com elas e começaram a me dar várias plantinhas. Chegou a Fausta, depois a Calvina, tadinha, estava ficando calva, mas parece que está bem melhor e hoje tinha mais uma aqui, não sei quem me deu. Então a caçula vai se chamar Aparecida.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
A delicadeza de todo ser

Uma vez vi um programa sobre plantas e seus sentimentos. Eles colocaram uns eletrodos numa plantinha e fizeram vários testes. Um deles consistia em ameaçar a verdinha. Os eletrodos não mentiram: a bichinha se tremeu toda de susto, coitada. Depois fizeram carinho nela. Ela ficou feliz!
Aí fiz esse teste em casa. Tinha uma arvorezinha toda sequinha. E eu conversei com ela, passei a mão nela, e disse que era para ela reagir, que não gostava de vê-la daquele jeito. No dia seguinte, várias folhinhas novas despontaram!
A arvorezinha podia não entender o português, mas ela sabia muito bem traduzir as intenções do meu coração.
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